Pesquisa: Eleição polarizada entre Weverton/Lula X Roberto Rocha/Bolsonaro

Ontem, 29, foi divulgada uma nova pesquisa realizada pelo instituto Econométrica, onde mostra a polarização do senador Weverton e do senador Roberto Rocha.

No cenário estimulado com Roseana Sarney, a pesquisa mostra a ex-governadora liderando com 24,6%, mas a mesma já disse que não é candidata a governadora e disputará uma vaga de deputada federal.

Nos cenários sem Roseana, a situação se repete: o senador Weverton Rocha lidera e é seguido do senador Roberto Rocha, reproduzindo no Maranhão a polarização nacional.

Weverton é líder do PDT e tem uma relação próxima com PT Nacional e o ex-presidente Lula.

Roberto Rocha, que aparece em segundo, cerca de 10 pontos atrás do pedetista, tem o apoio do atual presidente Jair Bolsonaro, que deve investir na sua pré-candidatura para garantir palanque no estado.

O ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior aparece em terceiro como possível candidato a terceira via.

Já o vice-governador Carlos Brandão ficou mesmo pelo caminho. Com toda a estrutura à disposição de sua pré-candidatura, não conseguiu deslanchar. Parece mesmo que você candidatura ficou no meio do caminho.

Em todo esse cenário, A polarização nacional deverá dar o tom da eleição no Maranhão, com Weverton representando a esquerda, com apoio do ex-presidente Lula e Roberto Rocha, representando a direita do bolsonarismo.

Bolsonaro estará mais uma vez no Maranhão

O Maranhão receberá na quinta-feira, 20, o presidente Jair Bolsonaro para participar do evento de inauguração da Ponte sobre o Rio Parnaíba, entre os municípios de Santa Filomena (PI) e Alto do Parnaíba (MA), na BR 235 (Km 435).

Há a previsão da ida de Bolsonaro à cidade de Açailândia, onde será cobrada a duplicação da BR-010, Açailândia/Imperatriz; construção do aeroporto e controle das erosões na cidade.

Esta é a terceira vez que Bolsonaro vem ao Maranhão desde que tomou posse.

Estratégia de Bolsonaro pode esvaziar CPI da covid

O governo Jair Bolsonaro passou a defender abertamente a ampliação da CPI da Covid. Com a medida, a comissão no Senado poderia investigar também a ação de governadores e prefeitos na pandemia.

A estratégia, segundo senadores e auxiliares de Bolsonaro, é jogar mais pressão sobre congressistas para que eles retirem assinaturas do pedido de criação da comissão. Isso precisa ser feito nas próximas horas.

O Palácio do Planalto avalia que a perspectiva de uma CPI que, além do governo federal, mire prefeitos e governadores pode ser suficiente para reduzir os apoios à instalação da CPI no Senado, uma vez que senadores são ligados politicamente às administrações nos estados.

Bira do Pindaré defende instalação de CPI da Covid contra Bolsonaro

O deputado federal Bira do Pindaré (PSB) defendeu, na sessão desta terça-feira (23), a instalação de uma CPI para investigar o governo Bolsonaro em relação ao combate à pandemia da Covid-19.

Segundo ele, é preciso apurar a responsabilidade para o que houve no Ministério da Saúde e ainda as declarações do presidente Jair Bolsonaro, a redução do valor do auxílio emergencial e do número de beneficiários.

Ainda na mesma sessão, o deputado também apresentou emendas à MP 1039 que trata sobre o auxílio emergencial.

Na primeira emenda, ele volta o valor para R$ 600 e garante duas cotas para as mulheres chefes de famílias.

Na segunda, assegura o auxílio aos trabalhadores/as informais e MEI’s não contemplados em 2020 e na terceira autoriza o pagamento antecipado do BPC.

A estupidez de Bolsonaro conduziu a essa tragédia, diz Jerry sobre situação sanitária no Brasil

O deputado federal licenciado e atual secretário de Estado de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry (PCdoB), usou suas redes sociais para criticar o presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem partido) sobre a atual situação sanitária no Brasil.

Em sua publicação, o presidente estadual do PCdoB diz que a culpa do difícil momento é da ineficiência do chefe do executivo brasileiro.

“Até as pedras sabem que se o governo federal tivesse adotado desde o início as medidas necessárias e possíveis no combate à covid-19 teríamos hoje uma situação muito diferente desse caos trágico em que todos estamos. A estupidez de Jair Bolsonaro conduziu a essa tragédia”, disse o parlamentar.

Ontem, 10, foram registradas 2.286 mortes por complicação da Covid-19.

Sarney Filho não se manifesta sobre o fim do ministério do Meio Ambiente

O futuro ministro da Casa Civil, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), informou ontem que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) irá mesmo fundir os ministérios da Agricultura e Meio Ambiente. Na prática, o Ministério do Meio ambiente some subjugado aos interesses do agronegócio.

Uma das maiores defensoras da causa ambiental, a candidata a presidência derrotada, Marina Silva, fez duras críticas à medida. Marina afirmou que é um retrocesso incalculável e que o próprio agronegócio será prejudicado pois passará aos consumidores internacionais a ideia de que o setor sobrevive apenas em função do desmatamento das florestas.

Enquanto isto, o deputado federal Sarney Filho, que ocupava o cargo de ministro o Meio Ambiente até abril e sempre teve a pauta ambiental como sua bandeira não se manifestou.

Ativo nas redes sociais durante a campanha eleitoral quando concorreu ao cargo de senador, Sarney Filho fez poucas postagens após as eleições. Apenas uma para agradecer os votos e uma para comemorar que o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses concorre a Sitio do Patrimônio Natural da Humanidade.

No dia 22 de outubro, Zequinha assinou artigo junto com outros ex-ministros de Meio Ambiente publicado na Folha de São Paulo no qual solicitavam que o ministério permanecesse e o que Brasil continuasse no Acordo de Paris, mantendo os esforços a favor de uma economia de baixo carbono e no combate ao desmatamento ilegal.

Porém, ainda não fez nenhuma manifestação sobre a medida de Bolsonaro contra estas premissas.

A família Sarney apoiou Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais e segue de olho em espaços de poder no novo governo.

Eduardo Braide sabe que é cedo para “Bolsominar”

O deputado federal mais votado de São Luís, Eduardo Braide (PMN), único certo na disputa pela prefeitura de São Luís e com a vantagem do recall eleitoral, sabe que não pode tomar decisões precipitadas para tentar levar a prefeitura em 2020. Em 2016, terminou o primeiro turno com ampla vantagem, mas acabou derrotado.

Braide teve o convite do presidente do PSL, Chico Carvalho, para se filiar ao partido de Jair Bolsonaro e disputar a prefeitura de São Luís como o candidato do presidente. Braide preferiu esperar.

Na eleição deste ano, esperou até a última hora para anunciar que seria candidato a deputado federal. A estratégia deu certo. Braide teve o nome colocado em evidência como pré-candidato a governador, segurou a lembrança em São Luís e com muito material na cidade, teve a expressiva votação.

Como o PMN não atingiu a meta da cláusula de barreira, Braide pode mudar de partido a qualquer momento sem incidir na infidelidade partidária. Assim, pode aguardar mais o desenrolar do governo Bolsonaro para verificar se a onda conservadora se mantém e o presidente ainda estará com alta popularidade em 2020.

Vale lembrar que em São Luís a vitória foi de Fernando Haddad com 57,78% contra 42,22 do deputado federal. Apesar da onda bolsonarista forte na capital, não foi o suficiente para o pré-candidato arriscar.

Como jogador, Braide vai aguardar os ventos de 2019 mirando 2020.