Pesquisa: Eleição polarizada entre Weverton/Lula X Roberto Rocha/Bolsonaro

Ontem, 29, foi divulgada uma nova pesquisa realizada pelo instituto Econométrica, onde mostra a polarização do senador Weverton e do senador Roberto Rocha.

No cenário estimulado com Roseana Sarney, a pesquisa mostra a ex-governadora liderando com 24,6%, mas a mesma já disse que não é candidata a governadora e disputará uma vaga de deputada federal.

Nos cenários sem Roseana, a situação se repete: o senador Weverton Rocha lidera e é seguido do senador Roberto Rocha, reproduzindo no Maranhão a polarização nacional.

Weverton é líder do PDT e tem uma relação próxima com PT Nacional e o ex-presidente Lula.

Roberto Rocha, que aparece em segundo, cerca de 10 pontos atrás do pedetista, tem o apoio do atual presidente Jair Bolsonaro, que deve investir na sua pré-candidatura para garantir palanque no estado.

O ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior aparece em terceiro como possível candidato a terceira via.

Já o vice-governador Carlos Brandão ficou mesmo pelo caminho. Com toda a estrutura à disposição de sua pré-candidatura, não conseguiu deslanchar. Parece mesmo que você candidatura ficou no meio do caminho.

Em todo esse cenário, A polarização nacional deverá dar o tom da eleição no Maranhão, com Weverton representando a esquerda, com apoio do ex-presidente Lula e Roberto Rocha, representando a direita do bolsonarismo.

Sem Roseana, Escutec aponta liderança de Weverton em 2022

Uma nova pesquisa Escutec foi divulgada neste sábado (03), pelo jornal O Estado do Maranhão, e apontou as lideranças de Roseana Sarney, Weverton, Flávio Dino e Lula, para a disputa eleitoral em 2022.

Como a ex-governadora tem dito que, neste momento, deve disputar uma vaga para a Câmara Federal, a pesquisa apresentou um cenário sem o nome de Roseana.

Neste cenário, o senador Weverton lideraria com 22%, seguido de Edivaldo com 18% e Brandão que teria 14%. Os demais não alcançariam dois dígitos. Nenhum dos candidatos foi respondido por 23%, enquanto que 16% não sabem em quem votar.

Senado – Para o Senado a liderança é do governador Flávio Dino (PSB). O socialista aparece com 50%, seguido de longe pelo senador Roberto Rocha com 21% e Josimar de Maranhãozinho (PL) surge com 5%. Já 15% afirmam não votar em nenhum candidato, enquanto que 9% não sabem em quem votar.

Presidente da República – Para a disputa da Presidência da República, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue sendo o preferido dos maranhenses. O petista teria 57%, contra 20% do atual presidente Jair Bolsonaro. Os demais não alcançaram dois dígitos. Cerca de 5% disseram que não votaria em nenhum, enquanto que 4% não decidiu o voto.

A pesquisa Escutec ouviu 2.400 eleitores, entre os dias 24 de junho e 01 de julho e margem de erro de 2 pontos percentuais.

Flávio Dino pode se filiar ao PSB em junho; PCdoB defende criação da “federação partidária”

Ainda sem bater o martelo sobre a eleição presidencial de 2022, o PSB prepara a filiação de lideranças do PCdoB, como o governador do Maranhão, Flávio Dino, o deputado federal Orlando Silva (SP) e a ex-deputada Manuela D’Ávila (RS). Todos têm se manifestado favoravelmente a uma chapa encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assim como o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), outro nome que costura seu embarque no PSB.

Previstas para começar em junho, as filiações aguardam o afunilamento de propostas de reforma eleitoral na Câmara. A direção do PCdoB defende a criação da “federação partidária”, modelo em que partidos podem se unir nas eleições sem que deixem de existir de forma autônoma. Embora agrade ao PCdoB, a ideia encontra resistência no PSB, que considera o modelo antagônico à “autorreforma” feita pela sigla em 2019. Nesta quarta-feira, ao debater aspectos gerais desta autorreforma numa live com Dino, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, disse que o governador tem uma “coincidência de pontos de vista” e “poderia perfeitamente estar filiado ao partido, se quiser”.

— Vemos com simpatia as filiações de todos esses nomes (Dino, Freixo, Manuela e Orlando), serão muito bem-vindos. Mas respeitando os trâmites internos de seus partidos. O PCdoB colocou a necessidade de aguardar a reforma eleitoral. Há alternativas à federação, como a possibilidade de incorporação pelo PSB — afirmou o deputado Julio Delgado (PSB-MG), vice-presidente de relações interpartidárias da sigla.

O modelo de federação é o plano prioritário do PCdoB para tentar superar a cláusula de barreira, que exigirá dos partidos no mínimo 2% dos votos em âmbito nacional para que tenham acesso a verba pública e ao tempo de TV. O partido já não atingiu a barreira em 2018, com parâmetros mais brandos. Na federação, os partidos precisariam atuar conjuntamente no Legislativo, numa espécie de coligação mais rígida. Um projeto de lei sobre o tema foi aprovado no Senado em 2015, mas está parado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. A expectativa do PCdoB é que ele seja votado ainda em junho.

Outra aposta é que o tema entre no relatório da reforma eleitoral, da deputada Margarete Coelho (PP-PI), que será apresentado às comissões da Casa no próximo mês. Para valer em 2022, as alterações precisam ocorrer até outubro.

Em nota no dia 15, o comitê central do PCdoB disse que, sem a federação, o partido “irá procurar alternativas de frentes políticas”, sem detalhar quais. O partido estipulou o começo de junho como prazo máximo para avaliar se há viabilidade da federação para 2022. As alternativas, segundo apurou o GLOBO, são a fusão ou incorporação ao PSB.

Na fusão, os dois partidos se juntam para elaborar um novo estatuto, num processo mais demorado. Na incorporação, uma das legendas decide se adota trechos do programa da sigla incorporada. Reservadamente, lideranças do PCdoB admitem retomar conversas por uma fusão com o PSB, pausadas antes das eleições municipais, mas não falam por ora em negociar uma incorporação. Nesse cenário, a migração em bloco de nomes do PCdoB antes de 2022 passou a ser cogitada como sinalização de boa-fé entre as duas legendas, além de permitir a nomes como Dino e Manuela maior estrutura e recursos para disputar cargos majoritários nos seus estados no próximo ano. No PSB, mudanças de nome ou de programa não são cogitadas por ora.

— Há um diálogo entre PSB e PCdoB que pode trazer convergências, mas é preciso antes vencer a etapa de mudanças na lei eleitoral. Nossa posição é lutar pela federação. O que entendemos por fusão é que dois se juntam para formar uma terceira coisa — disse o deputado Orlando Silva.

Início de junho
Dino, que tem conversas mais avançadas, pode fazer a mudança de partido já no início de junho. O governador do Maranhão já alinhou com o PSB que concorrerá ao Senado. O PSB não descarta se coligar ao PT, seja na chapa presidencial ou em palanques locais, mas seguirá mantendo por ora o apoio à construção de uma terceira via nacional, tese mais forte em diretórios de estados como Minas e São Paulo, mas presente também em alas de estados mais “lulistas”, como Pernambuco.

A filiação de Orlando Silva, ex-ministro do governo Lula, é tida como importante para consolidar um apoio petista à candidatura de Márcio França (PSB) ao governo de São Paulo — Fernando Haddad (PT) também é cotado para concorrer ao cargo. No caso de outros nomes do PCdoB, a migração ao PSB serviria para reforçar as estruturas partidárias em estados importantes para ambos, como Pernambuco e Maranhão.

Assim como Dino, a filiação de Freixo é tida como bem encaminhada no PSB, mas, segundo Delgado, houve uma “trava” devido a uma tentativa recente da cúpula do PSOL de pactuar a permanência do deputado, pré-candidato ao governo do Rio. Embora dirigentes do PSOL defendam um “meio-termo” com Freixo, o partido não modificou seu veto a alianças fora da esquerda. Freixo se isolou no PSOL fluminense ao defender uma chapa com nomes do chamado “centro político”, classificado no partido como “direita liberal”, e abrir conversas com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), e o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM).

Procurados, os presidentes do PSB, Carlos Siqueira, e do PSOL, Juliano Medeiros, não quiseram comentar. O GLOBO não conseguiu contato com a presidente do PCdoB, Luciana Santos.

O Globo

Weverton mostra prestígio e se reúne com Lula

Em Brasília, nesta terça-feira, 04, o senador maranhense Weverton ser reuniu com o ex-presidente Lula.

Segundo o parlamentar, foi discutido “o futuro do nosso país e do Maranhão e sobre as jornadas que nos uniram no passado”.

Weverton conversou também com a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, com o ex-candidato a Presidente, Fernando Haddad e toda bancada petista no Congresso, em um jantar que durou até tarde da noite.

“O diálogo ainda é o melhor caminho. Ótima conversa”, disse Weverton após sair do encontro.

Weverton foi apoiado por Lula em 2018 e agora busca ter novamente o apoio dos petistas à sua candidatura ao governo.

A reunião mostra o prestigio politico que Weverton tem junto ao ex-presidente e isso o fortalece no jogo para 2022.

Flávio Dino encabeça lista de quatro indicados do Nordeste para eventual chapa de Lula

Nenhuma região do Brasil tem tantos candidatos a vice-presidente para Lula da Silva como o Nordeste.

A lista é encabeçada pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) e conta também com o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), e agora aparece o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB).

Rui Costa (PT), da Bahia – o maior colégio eleitoral da região – que deixa o Palácio de Ondina, é vez ou outra citado pelo núcleo próximo do ex-presidente.

Lula trabalha, também, com a possibilidade de ter um nome a vice do Centro. Essa semana conversa com líderes do MDB, entre os quais o ex-senador José Sarney.

Pesquisa Exata mostra que Lulismo cresceu no Maranhão após eleição de Bolsonaro

A Pesquisa divulgada nesta terça-feira, 23, pelo Instituto Exata, aponta a liderança do ex-presidente Lula contra Jair Bolsonaro nas próximas eleições.

Em 2018, o Partido dos Trabalhadores (PT) teve como candidato o professor Fernando Haddad, apoiado por Lula, e obteve, no Maranhão, 61,26% dos votos válidos, enquanto Bolsonaro obteve apenas 24,28%.

Na pesquisa da Exata, Lula aparece com 69%, contra 16% de Jair Bolsonaro. A comparação com os números da última eleição demonstram um crescimento ainda maior do lulopetismo no Maranhão pós governo Bolsonaro.

O potencial político do lulismo segue muito alto no estado. A tendência é de crescimento nos próximos meses, quando começar, de fato, a pré-campanha e com a alta rejeição de Bolsonaro.

Com Lula elegível, PT do Maranhão ganha força para 2022

Após a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, que anulou todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quem ficou animado foi o Partido dos Trabalhadores (PT) no Maranhão.

Um dos mais animados é o deputado estadual Zé Inácio. Desde quando saiu a decisão, o parlamentar já publicou inúmeras mensagens em suas redes sociais. “A Justiça sempre vence! Lula agora é elegível e pode gozar dos seus direitos políticos de forma plena”, disse.

Já o deputado federal e ex-superintendente da Caixa no Maranhão, Zé Carlos, publicou uma foto com o ex-presidente da Republica em forma de comemoração.

Com essa reviravolta e elegibilidade de Lula, o PT no Maranhão se fortalece e pode disputar uma candidatura própria a governador ou senador. Ou até mesmo negociar mais cargos no atual governo estadual.

Atualmente o partido só tem a Secretaria de Estado do Trabalho e da Economia Solidária, com Jowberth Frank. Outro petista, Chico Gonçalves, ocupa o cargo de Secretário de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular, mas é indicação pessoal de Flávio Dino, portanto, não contempla os petistas.

O partido também ocupava a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), mas perdeu o espaço para uma indicação de Felipe Camarão.

Lula volta a ser elegível

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, anulou nesta segunda-feira (8) todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Federal no Paraná relacionadas às investigações da Operação Lava Jato.

Com a decisão, o ex-presidente Lula recupera os direitos políticos e volta a ser elegível.

Ao decidir sobre pedido de habeas corpus da defesa de Lula em novembro do ano passado, Fachin declarou a incompetência da Justiça Federal do Paraná nos casos do triplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e das doações ao Instituto Lula. Segundo o ministro, a 13ª Vara Federal de Curitiba não era o “juiz natural” dos casos.

A decisão de Fachin tem caráter processual. O ministro não analisou o mérito das condenações.

“Embora a questão da competência já tenha sido suscitada indiretamente, é a primeira vez que o argumento reúne condições processuais de ser examinado, diante do aprofundamento e aperfeiçoamento da matéria pelo Supremo Tribunal Federal”, diz o texto da nota.

Agora, os processos serão analisados pela Justiça Federal do Distrito Federal, à qual caberá dizer se os atos realizados nos três processos podem ou não ser validados e reaproveitados.

“Com a decisão, foram declaradas nulas todas as decisões proferidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba e determinada a remessa dos respectivos autos para à Seção Judiciária do Distrito Federal”, diz texto de nota à imprensa do gabinete do ministro.

A decisão atinge o recebimento de denúncias e ações penais.

Informações G1

Movimentos Sociais e PT/MA promovem ato, nesta quinta-feira (11/01), em defesa da democracia e do direito de Lula ser candidato a Presidente

O Partido dos Trabalhadores do Maranhão realiza nesta quinta-feira (11), às 16h no Centro de Criatividade Odylo Costa Filho (Praia Grande, São Luís) o ato de lançamento da frente em defesa da democracia e do direito de Lula ser candidato.

O ato liderado pelo PT na capital maranhense, que contará com programação cultural e a participação de diversos artistas locais e entidades de representação dos direitos sociais, integra uma ampla mobilização nacional com participação popular para garantir o direito de Lula ser candidato a Presidente da República.

Lula deve acompanhar de São Paulo o julgamento que definirá o seu destino político, no próximo dia 24. Advogados aconselharam Lula a não participar de manifestações em Porto Alegre, onde está a sede do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), sob o argumento de que é preciso cautela para evitar confrontos e acirramento de ânimos.

O ex-presidente Lula não será preso imediatamente caso seja condenado no próximo dia 24 pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). A prisão só poderá ser decretada após se esgotarem os recursos do petista na segunda instância. Lula recorre da condenação a nove anos e meio de prisão pelo juiz Sérgio Moro no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Dirigentes do PT já trabalham com a perspectiva da condenação de Lula pelo TRF-4, mas, mesmo assim, manterão sua candidatura ao Palácio do Planalto até o último recurso na Justiça. Se o ex-presidente for mesmo condenado no caso do tríplex do Guarujá, em segunda instância, ficará inelegível pelos critérios da Lei da Ficha Limpa. Poderá, no entanto, permanecer na campanha deste ano até que todos os questionamentos (embargos) apresentados por seus advogados sejam analisados.

Comitês populares

Os Comitês Populares em Defesa da Democracia e do Direito de Lula ser candidato à Presidência da República são uma articulação com o objetivo de envolver os movimentos sociais, populares, sindicais, artistas, sociedade civil e toda militância petista, assim como os partidos do campo democrático e popular.

“Desde o golpe sofrido após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, é preciso organizar a classe trabalhadora e setores médios da sociedade para a manutenção do processo democrático”, define a presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann.

Lula encerra Caravana com grande ato em São Luís

O último dia de caravana do ex-presidente Lula foi com ato apoteótico na Praça Dom Pedro II, em São Luís. O ex-presidente agradeceu a lealdade de Flávio Dino em frente a um grande público de maranhenses que saldaram Lula e gritaram “Fora Temer” e “Fora Sarney”.

Os discursos do evento giraram em torno da legalidade da candidatura de Lula, contra a condenação do juiz Sérgio Moro. “Se eles pensam que o problema é o Lula, não é não. Lula é só mais um. Tem milhões e milhões de pessoas  O governador que pensam como Lula”, disse o petista.

O governador Flávio Dino fez questão de dar apoio ao ex-presidente. “Não esqueça que toda vez que precisar, o senhor pode contar com o povo do Maranhão para esta e todas as lutas”, afirmou.