Lula deixa clara sua predileção por Weverton durante passagem pelo Maranhão

Nas agendas do ex-presidente Lula no Maranhão até o momento, ficou muito clara a forma como ele trata o senador Weverton Rocha, com carinho e preocupação de ele tenha posição de destaque nos eventos. Bem diferente da forma como trata o vice-governador Carlos Brandão com frieza e distanciamento.

Na direção nacional do PT, está claro que o partido irá com o Weverton. Mas Lula deixa para oficializar a decisão mais próximo do pleito, até em respeito a Flávio Dino.

Mas o presidente fez questão de dar todos os sinais ao governador. Ontem, durante o jantar no Palácio dos Leões, Weverton estava mais para um canto quando Lula foi até lá e levou para perto, fez questão de que o senador pedetista jantasse ao lado dele e do governador Flávio Dino, posou pra foto com o punho em riste com Weverton e Flávio em um sinal de que esta seria a chapa ideal.

Com Brandão, Lula tirou uma foto fria e constrangida.

Hoje, durante visita a obra do hospital da Ilha, novamente Lula foi ladeado por Weverton e Flávio e Brandão ficou de lado.

Lula vai deixando todos os sinais bem claros do que espera da eleição do Maranhão.

Lula chega amanhã ao Maranhão com intensa agenda política

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprirá agenda no Maranhão. O que se sabe é que no dia 18, em São Luís (MA), Lula será recepcionado por Flávio Dino (PSB).

Espera-se também que ele se reúna com o senador Weverton (PDT), pré-candidato a governador. O PT local deve ir com Weverton com o aval do ex-presidente Lula.

Lula volta a percorrer o Brasil após 580 dias preso sem provas pela operação Lava Jato. O primeiro destino é o Nordeste, região onde o petista nasceu e onde seu partido obteve a maior proporção de votos nas últimas eleições.

Durante onze dias, Lula e sua equipe percorrerão seis estados: Pernambuco, Piauí, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia.

A programação inclui encontros com deputados e governadores de cada estado, além de movimentos populares e sindicais.

Diferentemente dos giros anteriores, não está previsto nenhum ato aberto ao público. É a primeira vez que o ex-presidente viajará ao Nordeste para compromissos políticos após recuperar sua elegibilidade.

Lula realiza caravanas de ônibus pelo Brasil desde os anos 1990. O objetivo, segundo os organizadores, é conhecer as demandas dos trabalhadores brasileiros e transmitir esperança.

A última edição ocorreu em 2018, pelos três estados da região Sul.

Pesquisa: Eleição polarizada entre Weverton/Lula X Roberto Rocha/Bolsonaro

Ontem, 29, foi divulgada uma nova pesquisa realizada pelo instituto Econométrica, onde mostra a polarização do senador Weverton e do senador Roberto Rocha.

No cenário estimulado com Roseana Sarney, a pesquisa mostra a ex-governadora liderando com 24,6%, mas a mesma já disse que não é candidata a governadora e disputará uma vaga de deputada federal.

Nos cenários sem Roseana, a situação se repete: o senador Weverton Rocha lidera e é seguido do senador Roberto Rocha, reproduzindo no Maranhão a polarização nacional.

Weverton é líder do PDT e tem uma relação próxima com PT Nacional e o ex-presidente Lula.

Roberto Rocha, que aparece em segundo, cerca de 10 pontos atrás do pedetista, tem o apoio do atual presidente Jair Bolsonaro, que deve investir na sua pré-candidatura para garantir palanque no estado.

O ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior aparece em terceiro como possível candidato a terceira via.

Já o vice-governador Carlos Brandão ficou mesmo pelo caminho. Com toda a estrutura à disposição de sua pré-candidatura, não conseguiu deslanchar. Parece mesmo que você candidatura ficou no meio do caminho.

Em todo esse cenário, A polarização nacional deverá dar o tom da eleição no Maranhão, com Weverton representando a esquerda, com apoio do ex-presidente Lula e Roberto Rocha, representando a direita do bolsonarismo.

Sem Roseana, Escutec aponta liderança de Weverton em 2022

Uma nova pesquisa Escutec foi divulgada neste sábado (03), pelo jornal O Estado do Maranhão, e apontou as lideranças de Roseana Sarney, Weverton, Flávio Dino e Lula, para a disputa eleitoral em 2022.

Como a ex-governadora tem dito que, neste momento, deve disputar uma vaga para a Câmara Federal, a pesquisa apresentou um cenário sem o nome de Roseana.

Neste cenário, o senador Weverton lideraria com 22%, seguido de Edivaldo com 18% e Brandão que teria 14%. Os demais não alcançariam dois dígitos. Nenhum dos candidatos foi respondido por 23%, enquanto que 16% não sabem em quem votar.

Senado – Para o Senado a liderança é do governador Flávio Dino (PSB). O socialista aparece com 50%, seguido de longe pelo senador Roberto Rocha com 21% e Josimar de Maranhãozinho (PL) surge com 5%. Já 15% afirmam não votar em nenhum candidato, enquanto que 9% não sabem em quem votar.

Presidente da República – Para a disputa da Presidência da República, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue sendo o preferido dos maranhenses. O petista teria 57%, contra 20% do atual presidente Jair Bolsonaro. Os demais não alcançaram dois dígitos. Cerca de 5% disseram que não votaria em nenhum, enquanto que 4% não decidiu o voto.

A pesquisa Escutec ouviu 2.400 eleitores, entre os dias 24 de junho e 01 de julho e margem de erro de 2 pontos percentuais.

Flávio Dino pode se filiar ao PSB em junho; PCdoB defende criação da “federação partidária”

Ainda sem bater o martelo sobre a eleição presidencial de 2022, o PSB prepara a filiação de lideranças do PCdoB, como o governador do Maranhão, Flávio Dino, o deputado federal Orlando Silva (SP) e a ex-deputada Manuela D’Ávila (RS). Todos têm se manifestado favoravelmente a uma chapa encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assim como o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), outro nome que costura seu embarque no PSB.

Previstas para começar em junho, as filiações aguardam o afunilamento de propostas de reforma eleitoral na Câmara. A direção do PCdoB defende a criação da “federação partidária”, modelo em que partidos podem se unir nas eleições sem que deixem de existir de forma autônoma. Embora agrade ao PCdoB, a ideia encontra resistência no PSB, que considera o modelo antagônico à “autorreforma” feita pela sigla em 2019. Nesta quarta-feira, ao debater aspectos gerais desta autorreforma numa live com Dino, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, disse que o governador tem uma “coincidência de pontos de vista” e “poderia perfeitamente estar filiado ao partido, se quiser”.

— Vemos com simpatia as filiações de todos esses nomes (Dino, Freixo, Manuela e Orlando), serão muito bem-vindos. Mas respeitando os trâmites internos de seus partidos. O PCdoB colocou a necessidade de aguardar a reforma eleitoral. Há alternativas à federação, como a possibilidade de incorporação pelo PSB — afirmou o deputado Julio Delgado (PSB-MG), vice-presidente de relações interpartidárias da sigla.

O modelo de federação é o plano prioritário do PCdoB para tentar superar a cláusula de barreira, que exigirá dos partidos no mínimo 2% dos votos em âmbito nacional para que tenham acesso a verba pública e ao tempo de TV. O partido já não atingiu a barreira em 2018, com parâmetros mais brandos. Na federação, os partidos precisariam atuar conjuntamente no Legislativo, numa espécie de coligação mais rígida. Um projeto de lei sobre o tema foi aprovado no Senado em 2015, mas está parado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. A expectativa do PCdoB é que ele seja votado ainda em junho.

Outra aposta é que o tema entre no relatório da reforma eleitoral, da deputada Margarete Coelho (PP-PI), que será apresentado às comissões da Casa no próximo mês. Para valer em 2022, as alterações precisam ocorrer até outubro.

Em nota no dia 15, o comitê central do PCdoB disse que, sem a federação, o partido “irá procurar alternativas de frentes políticas”, sem detalhar quais. O partido estipulou o começo de junho como prazo máximo para avaliar se há viabilidade da federação para 2022. As alternativas, segundo apurou o GLOBO, são a fusão ou incorporação ao PSB.

Na fusão, os dois partidos se juntam para elaborar um novo estatuto, num processo mais demorado. Na incorporação, uma das legendas decide se adota trechos do programa da sigla incorporada. Reservadamente, lideranças do PCdoB admitem retomar conversas por uma fusão com o PSB, pausadas antes das eleições municipais, mas não falam por ora em negociar uma incorporação. Nesse cenário, a migração em bloco de nomes do PCdoB antes de 2022 passou a ser cogitada como sinalização de boa-fé entre as duas legendas, além de permitir a nomes como Dino e Manuela maior estrutura e recursos para disputar cargos majoritários nos seus estados no próximo ano. No PSB, mudanças de nome ou de programa não são cogitadas por ora.

— Há um diálogo entre PSB e PCdoB que pode trazer convergências, mas é preciso antes vencer a etapa de mudanças na lei eleitoral. Nossa posição é lutar pela federação. O que entendemos por fusão é que dois se juntam para formar uma terceira coisa — disse o deputado Orlando Silva.

Início de junho
Dino, que tem conversas mais avançadas, pode fazer a mudança de partido já no início de junho. O governador do Maranhão já alinhou com o PSB que concorrerá ao Senado. O PSB não descarta se coligar ao PT, seja na chapa presidencial ou em palanques locais, mas seguirá mantendo por ora o apoio à construção de uma terceira via nacional, tese mais forte em diretórios de estados como Minas e São Paulo, mas presente também em alas de estados mais “lulistas”, como Pernambuco.

A filiação de Orlando Silva, ex-ministro do governo Lula, é tida como importante para consolidar um apoio petista à candidatura de Márcio França (PSB) ao governo de São Paulo — Fernando Haddad (PT) também é cotado para concorrer ao cargo. No caso de outros nomes do PCdoB, a migração ao PSB serviria para reforçar as estruturas partidárias em estados importantes para ambos, como Pernambuco e Maranhão.

Assim como Dino, a filiação de Freixo é tida como bem encaminhada no PSB, mas, segundo Delgado, houve uma “trava” devido a uma tentativa recente da cúpula do PSOL de pactuar a permanência do deputado, pré-candidato ao governo do Rio. Embora dirigentes do PSOL defendam um “meio-termo” com Freixo, o partido não modificou seu veto a alianças fora da esquerda. Freixo se isolou no PSOL fluminense ao defender uma chapa com nomes do chamado “centro político”, classificado no partido como “direita liberal”, e abrir conversas com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), e o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM).

Procurados, os presidentes do PSB, Carlos Siqueira, e do PSOL, Juliano Medeiros, não quiseram comentar. O GLOBO não conseguiu contato com a presidente do PCdoB, Luciana Santos.

O Globo

Weverton mostra prestígio e se reúne com Lula

Em Brasília, nesta terça-feira, 04, o senador maranhense Weverton ser reuniu com o ex-presidente Lula.

Segundo o parlamentar, foi discutido “o futuro do nosso país e do Maranhão e sobre as jornadas que nos uniram no passado”.

Weverton conversou também com a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, com o ex-candidato a Presidente, Fernando Haddad e toda bancada petista no Congresso, em um jantar que durou até tarde da noite.

“O diálogo ainda é o melhor caminho. Ótima conversa”, disse Weverton após sair do encontro.

Weverton foi apoiado por Lula em 2018 e agora busca ter novamente o apoio dos petistas à sua candidatura ao governo.

A reunião mostra o prestigio politico que Weverton tem junto ao ex-presidente e isso o fortalece no jogo para 2022.

Flávio Dino encabeça lista de quatro indicados do Nordeste para eventual chapa de Lula

Nenhuma região do Brasil tem tantos candidatos a vice-presidente para Lula da Silva como o Nordeste.

A lista é encabeçada pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) e conta também com o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), e agora aparece o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB).

Rui Costa (PT), da Bahia – o maior colégio eleitoral da região – que deixa o Palácio de Ondina, é vez ou outra citado pelo núcleo próximo do ex-presidente.

Lula trabalha, também, com a possibilidade de ter um nome a vice do Centro. Essa semana conversa com líderes do MDB, entre os quais o ex-senador José Sarney.

Pesquisa Exata mostra que Lulismo cresceu no Maranhão após eleição de Bolsonaro

A Pesquisa divulgada nesta terça-feira, 23, pelo Instituto Exata, aponta a liderança do ex-presidente Lula contra Jair Bolsonaro nas próximas eleições.

Em 2018, o Partido dos Trabalhadores (PT) teve como candidato o professor Fernando Haddad, apoiado por Lula, e obteve, no Maranhão, 61,26% dos votos válidos, enquanto Bolsonaro obteve apenas 24,28%.

Na pesquisa da Exata, Lula aparece com 69%, contra 16% de Jair Bolsonaro. A comparação com os números da última eleição demonstram um crescimento ainda maior do lulopetismo no Maranhão pós governo Bolsonaro.

O potencial político do lulismo segue muito alto no estado. A tendência é de crescimento nos próximos meses, quando começar, de fato, a pré-campanha e com a alta rejeição de Bolsonaro.

Com Lula elegível, PT do Maranhão ganha força para 2022

Após a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, que anulou todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quem ficou animado foi o Partido dos Trabalhadores (PT) no Maranhão.

Um dos mais animados é o deputado estadual Zé Inácio. Desde quando saiu a decisão, o parlamentar já publicou inúmeras mensagens em suas redes sociais. “A Justiça sempre vence! Lula agora é elegível e pode gozar dos seus direitos políticos de forma plena”, disse.

Já o deputado federal e ex-superintendente da Caixa no Maranhão, Zé Carlos, publicou uma foto com o ex-presidente da Republica em forma de comemoração.

Com essa reviravolta e elegibilidade de Lula, o PT no Maranhão se fortalece e pode disputar uma candidatura própria a governador ou senador. Ou até mesmo negociar mais cargos no atual governo estadual.

Atualmente o partido só tem a Secretaria de Estado do Trabalho e da Economia Solidária, com Jowberth Frank. Outro petista, Chico Gonçalves, ocupa o cargo de Secretário de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular, mas é indicação pessoal de Flávio Dino, portanto, não contempla os petistas.

O partido também ocupava a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), mas perdeu o espaço para uma indicação de Felipe Camarão.

Lula volta a ser elegível

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, anulou nesta segunda-feira (8) todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Federal no Paraná relacionadas às investigações da Operação Lava Jato.

Com a decisão, o ex-presidente Lula recupera os direitos políticos e volta a ser elegível.

Ao decidir sobre pedido de habeas corpus da defesa de Lula em novembro do ano passado, Fachin declarou a incompetência da Justiça Federal do Paraná nos casos do triplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e das doações ao Instituto Lula. Segundo o ministro, a 13ª Vara Federal de Curitiba não era o “juiz natural” dos casos.

A decisão de Fachin tem caráter processual. O ministro não analisou o mérito das condenações.

“Embora a questão da competência já tenha sido suscitada indiretamente, é a primeira vez que o argumento reúne condições processuais de ser examinado, diante do aprofundamento e aperfeiçoamento da matéria pelo Supremo Tribunal Federal”, diz o texto da nota.

Agora, os processos serão analisados pela Justiça Federal do Distrito Federal, à qual caberá dizer se os atos realizados nos três processos podem ou não ser validados e reaproveitados.

“Com a decisão, foram declaradas nulas todas as decisões proferidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba e determinada a remessa dos respectivos autos para à Seção Judiciária do Distrito Federal”, diz texto de nota à imprensa do gabinete do ministro.

A decisão atinge o recebimento de denúncias e ações penais.

Informações G1